
Muitas pessoas têm tentado suprir suas necessidades espirituais de várias formas. Essa é uma evidência da consciência humana em reconhecer que possui um espírito e que ele é mais forte e intenso do que o corpo. O espírito humano está infeliz, angustiado, carente, perdido e muitas vezes não consegue sentir a paz. Então é mais fácil agarrar-se a qualquer alívio imediato que cause a sensação de paz, que engane a alma, mesmo conscientemente. Esse alívio é efêmero, passageiro demais para toda a necessidade do espírito. E ele continua protestando em desespero por algo que possa preenchê-lo.
Há muitos cristãos por aí dizendo que se obedecermos a Palavra e seguirmos a Deus com dedicação sempre seremos bem sucedidos, prósperos em todos os sentidos. E há muitos versículos que apoiam essa ideia mesmo! Porém alguns de nós vivemos uma situação diferente. Temos seguido a Deus de coração puro e estamos em um estado difícil, vivendo uma tragédia aparentemente sem solução, e muitas vezes não vemos luz no fim do túnel. Algumas pessoas trazem consigo a concepção errônea de que na vida só terão problemas se desobedecerem a Deus. É uma falsa ideia que prejudica a si e aos outros. Se estivermos passando por problemas grandes, seremos julgados instantaneamente e até depreciados por essas pessoas que concluirão que Deus está nos castigando. Porém, sabemos que temos guardado os mandamentos de Deus e temos procurado crescer na fé, apesar das desventuras.
Pedro citou Provérbios 11.31, para mostrar que nosso sofrimento presente é a vontade de Deus de purificar a Sua igreja. Entretanto, os não-cristãos podem esperar o julgamento futuro, na ocasião do retorno de Cristo: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem para nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?” (1 Pe 4.17).
“A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Salmo 42:2)
Há em Lucas 14 o relato de um grande jantar que foi oferecido. Jesus conta essa parábola: havia um homem que fez uma grande ceia e convidou a muitos. Na hora marcada, ele mandou seu servo chamar os convidados, pois estava tudo preparado. Mas todos deram desculpas esfarrapadas e não compareceram. O dono da ceia muito se indignou, pois havia preparado um admirável banquete. Mandou seu servo convidar a todos nas ruas e nos bairros; os cegos, os pobres, os desprezados, até que se enchesse a sua casa. E disse: “Porque eu vos digo que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia” (Lucas 14:24).
O Senhor quer nos oferecer esse banquete. Mas muitos não o querem aceitar. A própria ceia que Jesus estabeleceu é um símbolo disso. Ele quer que compartilhemos tudo o que Ele fez por nós, provisoriamente aqui nesse mundo. Ele disse: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3:20). Essa mensagem não é apenas para aqueles que não creem em Cristo, é também uma mensagem àqueles que são cristãos, mas não se alimentam apropriadamente da Palavra. Essa mensagem é, antes de tudo, um encorajamento e um convite à ceia de Jesus.
Convocando ele de novo a multidão, disse-lhes: Ouvi-me todos e entendei. Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar; mas, o que sai do homem é o que o contamina... Assim vós também não entendeis? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar... O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura; ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem.
Render-te-ei graças com integridade de coração, quando tiver aprendido os teus retos juízos. Cumprirei os teus decretos: não me desampares jamais. De que maneira poderá o homem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra. De todo coração te busquei, não me deixes fugir aos teus mandamentos. Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti. Bendito és tu, Senhor; ensina-me os teus preceitos.
Paulo advertiu Timóteo sobre dias difíceis em que ninguém daria crédito à Bíblia, ou, ainda pior, dariam “crédito” apenas de aparência, negando as Escrituras por suas atitudes. Podemos dizer que vivemos nesses dias ruins hoje. Lemos em 2 Timóteo 3:1-5,7-9:
Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. Porque haverá homens amantes de si mesmos... sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do mundo do que amigos de Deus. Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te... Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade... Assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos na fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario...


